Você já ouviu falar em “determinismo ambiental” na liderança ?

Determinismo ambiental” é a definição de um dos três mapas sociais utilizados para explicar a natureza do ser humano.

No campo da liderança, o “determinismo ambiental” fica muito claro naquele liderado que culpa a empresa, o diretor, o gerente, o supervisor, o seu colega, o segurança, ou qualquer outro profissional que lhe venha na cabeça e que, no seu entendimento, participe do seu insucesso profissional.

Para esse profissional, alguém ou algo próximo a ele é o culpado pela sua situação.

Eu costumo chamar esse profissional de “vampirão”. Ele consegue drenar a energia positiva do grupo e canalizá-la para seu próprio abismo, onde ele se vê imerso e precisa de mais pessoas para compartilhar da sua desgraça.

Nesse contexto, o líder deve ter a sensibilidade de identificar o profissional que tem problemas com seu “determinismo ambiental” e avaliar se trata-se de uma situação reversível ou não.

Segundo Pavlov, este tipo de comportamento baseia-se na teoria do estímulo/resposta (experimento comprovado tecnicamente através das pesquisas de Pavlov com cachorros – assista o vídeo abaixo).

 

Através dessa conclusão, o que seu liderado na verdade está refletindo é a resposta que ele construiu a partir dos estímulos que a vida lhe trouxe até hoje. Agora, “sob seus cuidados”, o profissional se revela como o reflexo, até os dias atuais, das interações vividas no seio familiar, profissional e mesmo da sociedade.

Grande parte desses estímulos vem através de palavras de reprovação que todos nós invariavelmente ouvimos quando estávamos construindo nossa personalidade (estudos mostram que a personalidade se define na infância – aos 5 anos  segundo Freud).

Bem, citei anteriormente que o liderado agora está “sob seus cuidados”, sendo assim, entendo que você, líder, é a pessoa mais certa e (como não acredito no acaso, na coincidência ou algo do tipo) está responsável por começar a transformar essa pessoa e a trabalhar seu “determinismo ambiental”. Mas, como ? Para ganharmos tempo (isso é um blog, não um livro), acesse minha página no facebook e veja um compartilhamento de uma bela prática de uma tribo africana que meu amigo coach Júnior Oliveira (se você é de Florianópolis e região indico ele – um excelente coach) compartilhou comigo.

De forma sintetizada, a prática daquela tribo é colocar no centro de um círculo o membro da sociedade que praticou algo inapropriado. Ao redor daquele membro então, todos falam para ele como ele é uma pessoa boa, quantas coisas boas ele fez e é capaz de fazer, enfim, bombardeiam o “infrator” com mensagens positivas mostrando que sua essência é boa, que ele pode reavê-la naturalmente.

Você pode praticar essa técnica com seu liderado, trocando gradativamente os reflexos que ele recebeu até aqui, por mensagens positivadas que aos poucos vão “desintoxicando” o profissional que, aos poucos, pode se tornar seu melhor colaborador, por que não ?

Você é um excelente líder, você tem a capacidade de transformar pessoas, você está se instruindo, você é o melhor líder que você pode ser hoje, você…

Sawabona Shikoba !

 

tribo africana

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